Tenda Espírita Caxana

Fé e Caridade


Em tempos de seca, algumas tribos africanas utilizavam um artifício para capturar macacos, pois os mesmos sempre conheciam onde encontrar reservas de água.

Como estes são muito ariscos, saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:

Pegam uma cumbuca de boca estreita e a amarravam-na ao tronco de uma árvore freqüentada pelos mesmos, colocando em seu interior uma fruta que desperta-se atenção.

Afastavam-se para aguardar.

Após isso, um curioso descia e colocando a mão em seu interior, tentava retirar do recipiente a fruta, mas como a boca é muito estreita, ele não consegue.

Surge um dilema:

Se largar a fruta, sua mão sai e ele pode ir embora livremente; caso contrário continua preso na armadilha.

Mas o desejo acaba prevalecendo...

Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam o macaco que teimosamente se recusa a largar a fruta.

Ele é deixado por um tempo sem beber água e posteriormente é solto e seguido, revelando assim o local onde ainda haja existência de alguma fonte.

Pode parecer tolice da parte do animal se deixar apanhar por causa de sua insistência; porém, muitas vezes é assim que o ser humano procede em relação a suas ilusões...

Mesmo tendo a sensação de que algo não se encontra bem; insiste em manter procedimentos que podem lhe prejudicar, atribuindo uma importância além da medida a algo que já não lhe cabe.

A Vida é preciosa demais para trocarmos por uma ilusão, que aparentemente pode estar a nossa mão; porém nos privando da alegria de viver...

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