Tenda Espírita Caxana

Fé e Caridade

Há duas forças poderosas com as quais facilmente movimentamos as reservas fluídicas que o senhor pôs à nossa disposição. estas duas forças, tanto mais potentes quanto mais manejadas, são a fé e a prece.

A fé deve ser fé racional, isto é, devemos saber por que é que temos fé. a fé racional se adquire pelo estudo das leis divinas, consubstanciadas no evangelho e nos ensinamentos do espiritismo. Ter fé é ter confiança em deus; é saber que velando por nós, amparando-nos a protegendo-nos está a providência divina. Ter fé é entregar o nosso destino ao pai que está nos céus, certos de que tudo que ele nos der, dores e alegrias, pobreza e riqueza, saúde e doença, tudo é para nosso bem; porque tudo servirá para o aperfeiçoamento de nossa alma. Ter fé em deus é ser resignado na adversidade e humilde na prosperidade. Ter fé é ter a certeza absoluta de que nada de mal sucederá, se deus não o permitir; e se ele permitir que nos sobrevenha algum mal é porque o merecemos; se não o merecêssemos o mal não nos atingiria. a fé é uma força de atração: atrai sobre nós o socorro divino e ajuda-nos a socorrer aqueles que solicitarem o nosso auxílio.

A prece é um ato de fé. Pela prece adoramos a deus, agradecemos-lhe os favores que nos faz continuamente e pedimos-lhe o de que necessitamos. a prece nos liga a deus. Quando oramos, nosso pensamento, como um raio luminoso, projeta-se pelo infinito e vai tocar as regiões de luz de onde nos chegam as bênçãos do senhor. A prece desenvolve, aumenta e fortifica a nossa fé. A fé depende da prece e a prece depende da fé; é impossível separar uma da outra. A verdadeira prece se caracteriza pelos seguintes pontos: deve ser feita com carinho e amor; deve ser um impulso espontâneo de nosso coração. Orar apenas com os lábios nada significa; devemos sentir a nossa prece; é preciso que vivamos de acordo com ela; orar de um modo e viver de outro é próprio dos hipócritas. Se pedirmos ao senhor que perdoe os nossos erros, devemos nós também perdoar os erros dos outros. Se pedirmos ao senhor que nos livre do mal, é nosso dever não praticar o mal. Se orarmos ao senhor que não nos deixe cair em tentação, precisamos resistir a todas as tentações, quando elas se apresentarem em nossa vida. Se rogarmos ao senhor que nos dê o pão nosso de cada dia, providenciemos para que não falte o pão a nossos irmãos menos favorecidos, uma vez que isso esteja ao nosso alcance; porque a lei é esta: - aquilo que quiserdes para vós, isso mesmo fazei-o aos outros. Façamos nossa prece diária; depois vivamos o resto do dia de modo tal que nossos atos, palavras e pensamentos sejam uma glorificação ao senhor. Para que a prece não se torne monótona e quase que automática pelo hábito, procuremos um motivo para orar; é preciso que a prece tenha um objetivo. ? facílimo encontrar motivos para nossas orações diárias; basta repararmos ao nosso derredor e em nós mesmos; por exemplo: sabemos que há discórdia em uma família? Oremos para que a concórdia volte a reinar em seu seio; há doenças em um lar? Oremos para que lhe volte a saúde; há alguém em dificuldade? Oremos para que as possa vencer; um irmão desencarnou? Oremos para que o senhor lhe conceda a compreensão de seu novo estado; descobrimos em nós um defeito? Peçamos ao senhor que nos ajude a corrigi-lo; temos vícios? Roguemos ao senhor que nos conceda as forças e a boa vontade para ficarmos livres deles. Assim, todos os dias podemos arranjar nobres motivos para dirigirmos ao senhor nossas preces.

E quando tivermos desenvolvido dentro de nós a fé viva e racional e aprendido a orar com o coração, seremos felizes e nos transportaremos aos planos superiores da espiritualidade.

(FONTE: A MEDIUNIDADE SEM LÁGRIMAS - ELISEU RIGONATTI)