Tenda Espírita Caxana

Fé e Caridade

Depois de conquistarmos a alegria de viver, de trabalhar, e de estarmos juntos com os nossos companheiros nos caminhos, de sentirmos a alegria de estar em conjunto com a família, existe outra alegria benfeitora que devemos cultivar sempre: é a alegria de servir.
A alegria de servir é aquela que a caridade mais pura nos inspira em todos os seus movimentos de cooperação. Quando estivermos no trabalho, não devemos pensar somente na obrigação, mas, acima de tudo, em cumpri-la com amor; é o prazer de ser útil onde quer que seja... Esse estado d??alma nos ajuda a fazer um ambiente de tranqüilidade, de modo que todo o nosso organismo se sente fortalecido nos seus trabalhos para a harmonia do todo. Não nos esqueçamos de ativar o contentamento em ouvir os outros nas suas necessidades de falar, pois, por vezes, procuram uma solução ou um conselho. Ouçamos com alegria, doando o que pudermos ao nosso irmão em desespero.
Concentremos todo o nosso contentamento em falar quando alguém deseja nos ouvir, transmitindo para quem nos ouve o otimismo e a segurança em nossos caminhos. Verifiquemos com alegria os pensamentos que por vezes vêm ao nosso encontro no silêncio da mente, e com a mesma alegria selecionemos as nossas idéias, porque tudo nos é doado, no entanto precisamos compreender o que serve para o nosso bem. Assim devemos fazer até com o alimento: a seleção nos mostra o de que o organismo precisa, para a sua ordem nos movimentos, operados na sustentação do complexo humano.
Quando estivermos cultivando plantas, não nos esqueçamos do bom humor, que elas nos responderão na dimensão das nossas possibilidades, garantindo nossos deveres, que o toque de Deus nos ofertou. A vida está em tudo; não pensemos que somente nós vivemos; é um grande engano. Se já conhecemos melhor os nossos deveres diante da vida, em todos os reinos da natureza, conservemo-la na sua harmonia.
Cuidemos com alegria das plantas, dos animais e do próprio mineral; as águas sentem prazer em matar a nossa sede e em cooperar com a nossa higiene, o ar sente alegria, na sua dimensão de vida volante, em ajudar a manter a nossa vida e purificar o ambiente em que moramos; a luz sente contentamento em fazer a sua parte para que possamos viver... Tudo isso é expressão de alegria da natureza para que possamos viver melhor. ? a alegria de servir que podemos perceber em toda parte da vida... Até o papel em que se escreve, e que depois é lido, sente-se como que ativado em contentamento ao cumprir o seu dever de servir de instrumento para a paz da humanidade... ? preciso que o ser humano faça o mesmo, desde que se levante do seu leito, onde a própria cama teve alegria de servir para que descansasse, e quando os benfeitores espirituais tiveram a alegria de instruí-lo durante o descanso.
Ao indivíduo, compete agir da mesma forma: se tem a fisionomia fechada por natureza, essa natureza há de mudar, pela sua vontade, e se fizer algum esforço nesse sentido, será ajudado pelo mundo espiritual; e passando pelo exercício da alegria, virá logo o condicionamento feliz na forma dela, que é o amor, ajustando no coração a presença de Deus, pelas vias de Jesus, a maior alegria para a humanidade, por ser o Cristo a maior expressão do Pai do céu nas lides da Terra. E o mais beneficiado com essa disposição divina será o próprio ser humano, mesmo porque a alegria pura é remédio para todos os males e é prenúncio da felicidade.
Aproximemo-nos dos santos e dos sábios, envolvendo-nos na alegria de servir!

LIVRO: Convites aos Corações
AUTOR: João Nunes Maia
DITADO PELO ESPÍRITO: Scheilla